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26/04/2019
Dieese lança o Índice da Condição do Trabalho (ICT)

Após período de estruturação do mercado de trabalho em torno do emprego formal assalariado, que perdurou pelo menos até 2014, tem ocorrido reversão desse fenômeno, com aumento expressivo do desemprego e da informalidade, diante de forte crise econômica.

A fraca recuperação a partir de 2017 teve impactos dúbios no mercado de trabalho: frente à estabilidade da renda média do trabalho, a redução do peso do emprego formal e queda do desemprego a partir do aumento da informalidade colocam dúvidas sobre a qualidade dessa recuperação.

Além do cenário econômico desfavorável, saliente-se ainda os efeitos potenciais e presentes das leis sobre a Reforma Trabalhista (13.467/17) e da Terceirização (13.429/17), que promovem, e ainda promoverão por muito tempo, alterações nas relações de trabalho.

Como se trata de algo multidimensional, observar os supostos efeitos positivos ou negativos dessas mudanças a partir somente de indicadores específicos como renda, desocupação ou informalidade podem dar origem a visões pouco abrangentes, ainda mais dentro de um mercado de trabalho notadamente heterogêneo como o brasileiro.

Diante desse desafio, de melhor compreender o mercado de trabalho a partir de uma visão multidimensional, o Dieese desenvolveu o “ICT - Dieese” - Índice da Condição do Trabalho. Trata-se de indicador sintético, construído com base em amplo conjunto de indicadores sobre ocupação, renda e formas de contratação que incluem contribuição previdenciária, tempo de procura de trabalho, desigualdade de renda, entre outros.

Dessa forma, o Dieese pretende analisar de forma mais ampla possível o movimento do mercado de trabalho brasileiro de forma a superar uma visão individualizada, que cada vez menos gera respostas ao quadro complexo pelo qual as relações de trabalho do país se encontram.

O ICT-Dieese varia entre 0 e 1, e é resultado da composição de 3 dimensões: ICT-Inserção Ocupacional, ICT-Desocupação e ICT-Rendimento.

Quanto à interpretação e análise, ressalva-se que o indicador não estabelece qual seria a condição ideal do trabalho, apenas indica que quanto mais próximo o valor do índice estiver de 1, melhor a situação geral do mercado de trabalho e, quanto mais próximo de zero, pior.

 

Diap

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